Significado de “noite”

Não sei se isso é verdade mas achei tão poético que resolvi postar.
Você sabe o que significa a palavra noite?

Em muitos idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8 na respectiva língua.

A letra N é o símbolo matemático de infinito e o 8 deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito.

Português: noite = n + oito
Inglês: night = n + eight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho
Francês: nuit = n + huit
Italiano: notte = n + otto

Interessante, não?

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina (Cora Coralina)

 

Pra que mudar?

Daí surge a oportunidade de zerar, de começar quase tudo de novo – outro lugar, novas pessoas, nova chance, quase uma nova vida… de novo.

Outra cidade…
Surge a chance de mudar.
Mudar de casa…
Minha casa continua com cara de quem implora por mudanças. Continua pedindo uns ajustes que parecem que nunca serão feitos. Continua com a mesma cara de temporária que eu não gosto que ela tenha, mesmo tendo mudado tanto.
Nova cidade, novas pessoas, novos amigos, quase tudo novo…

Mas eu ainda acho que tudo novo é tudo bom?
Ou já aprendi que uma dose de rotina, um certo número de anos e um pézinho fincado no mesmo lugar tem lá suas grandes vantagens?
Acho que já aprendi sim.

Eu já tive essa chance de mudar tudo algumas vezes.
Em algumas não havia opção. Em outras, eu a agarrei.
Odiei quando foi imposta e encarei as consequências quando assim escolhi.
Com essas mudanças eu ganhei muita coisa nova mas perdi muita coisa boa e muita história que nunca se recuperou – ficou mesmo como história. Perdi amigos que me juraram que a distância não atrapalharia nossa ligação e jurei que não os perderia.
Mas perdi.

Mesmo quando a mudança foi por mim escolhida, em alguns pontos eu me arrependi. Era tudo novo. Mas era novo demais, gente nova demais, lugares novos demais e pouca história por ali, pouco passado. Eu não vivo de passado mas adoro vivenciar boas lembranças.

E outra vez mudei tudo. Zerei mesmo. Comecei engatinhando e agora já consigo andar. Cambaleio, mas ando. Não foi escolhida simplesmente – era necessária e fundamental.

E agora de novo…
Só que dessa vez não.
Não quero mais mudar por fora. Se pode vir a ser melhor, paciência. Eu não vou. Eu vou ficar. É aqui que eu quero ficar.

É na minha casa com cara de inacabada que eu vou ficar.
É onde eu escolhi ter passado, sonhar com o futuro e fazer o meu sonho virar realidade.  É aqui mesmo.

Não preciso mais zerar para tentar acertar.
Já sei o que eu quero. E aprendi, inclusive, o que eu não quero.
Não sei se é a vida ou se é a idade mesmo que faz com que desejemos que as mudanças ocorram muito mais dentro de nós. A aparência, a casa, a cidade ou simplesmente o que está do lado de fora perde a importância. Mudar o outro, inclusive, passa a não ter lógica. Não é mais preciso tentar agradar. Se é para agradar é porque se quer. Se é para mudar, é para que os dias possam ser melhores e não apenas para que pareçam assim.
Depois de um tempo, depois de experiências, depois de certa vida mudar muda de conceito. E acredite, é bom.
Depois de certo tempo de vida aprende-se que “o que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência sobre si mesma” (Abraham Maslow).

 

Orgulho


Já vou logo avisando – este texto é vago demais!
Totalmente sem lógica apesar de amplamente coerente.
Depende dos olhos de quem o lê.
Ou da mente de quem o absorve.

Sinto orgulho de mim. Sinto tanto orgulho quanto poderia sentir – e posso sentir muito orgulho, se é que fui bem clara.
Tenho forças guardadas ou escondidas que por vezes esbarro, quase sem querer.
E mato e morro de orgulho quando as encontro e me supero.

Não me perguntem do quê tampouco o porquê.
Não direi.
Não importa.
Sinto orgulho e vontade de dizer…
Tô orgulhosa!

Como bem me conheço, posso levantar amanhã maledicente, cruel e exigente.
Mas não há com que se preocupar – sou terrível, mas apenas comigo mesma.

Vivo (ou estou aprendendo a viver) o hoje, o agora. E agora, sinto orgulho.
Ainda que às mentes limitadas pareça pouco, qualquer vitória, seja um segundo de vitória ou uma vida de glória, ainda assim, me orgulho das minhas. Por menores que sejam.

Não, não importa.
A razão?
E porque tudo tem que ter razão? Nem tudo tem explicação.
Nem tudo precisa ser dito…
A vida é mais do que isso… Viver é às vezes é apenas… Viver!!!

Por isso digo e repito, sem mais delongas e sem explicações.
Sinto e sinto MUITO orgulho de mim!!!

 

Autoestima e Vaidade

Salvador Dalí, Criança geopolítica assistindo ao nascimento do novo homem

Lendo o livro Castelo de Vidro (o qual recomendo muitíssimo), que conta a história de superação da jornalista Jeannet Walls, me questionei sobre a diferença entre autoestima e vaidade. Em uma das passagens mais marcantes, ela relata o dia em que encontrou um anel de diamantes e o entregou para a mãe – uma mulher displicente e irresponsável que criou os filhos na mais completa pobreza e abandono. O anel, sendo vendido, significaria comida, abrigo e roupas quentes num inverno terrível. Porém, a mãe optou por usá-lo ao invés de vendê-lo para que pudesse elevar sua autoestima. Segundo ela, uma pessoa com a tal alto autoestima é capaz de conquistar muito mais que a venda do anel.

Certo? Na minha opinião está errado.
Há uma mistura aí nos conceitos de autoestima e vaidade.
Autoestima está ligada à realização de tarefas. Você se sente bem por ter conseguido cumprir o que tinha se proposto a fazer, seja o que for.
Vaidade é precisar de aplausos. Não que seja ruim. Todo mundo precisa de um pouco de vaidade mas vaidade não é autoestima.
Quer um exemplo bastante comum?
Eu já tive um namorado que para elevar o que ele achava que era autoestima provocava intencionalmente ciúmes em mim. E conseguia, claro. E ele se sentia muito bem com isso, mesmo que o resultado final fosse sempre uma boa e bela briga.  Até mesmo porque eu percebia a intenção e me sentia extremamente desrespeitada.  E ainda o via como um bobão. Mas em nome da sua vaidade (e não autoestima) ele arcava com essa consequência.
Só que vaidade é algo que vem e vai mais rápido que esse namorado. As frequentes sessões de elevação da vaidade que ele provocava, mostrava o quão rápido essa segurança se perdia. Pouco depois ele precisava de uma nova dose.
No final das contas eu me cansei, decidi terminar essa relação e terminei. Planejei minha tarefa e a cumpri. E minha autoestima (e não minha vaidade) foi às alturas.

Autoestima não é o objetivo, é o resultado. Não se conquista essa autoestima simplesmente acordando e decidindo que a partir de hoje se estará com a autoestima elevada. É preciso tempo e é preciso planejar. É preciso determinação para executar esses planos e assim que forem cumpridos, a autoestima estará lá. E é preciso prosseguir, pois ela se sustenta pela continuidade.
Até mesmo a vaidade pode ser um objetivo para se alcançar a autoestima. Alcançar o que você considera como beleza  ou instrução é uma vaidade que pode trazer autoestima. Mas não se pode confundir. Autoestima está atrelada à satisfação interna e a vaidade quase sempre precisa de reconhecimento externo.

Como já disse o psiquiatra Flávio Gikovate – a vaidade é parte do mundo das aparências, enquanto que a autoestima depende da nossa essência. E aqui não existe a possibilidade de engano, pois podemos iludir os outros, mas não a nós mesmos.

Texto publicado no Portal do Cambuí

 

Dia das Mulheres

Eu precisava escrever um texto sobre o dia das mulheres.
A 1ª versão foi recusada por ser “pouco” feminista.
A 2ª versão foi recusada por ser “quase” machista…
A 3ª versão fiz neutra, sem sentimento, sem opinião e sem paixão… e foi aceita.

A verdade é que pra mim nem precisaria existir dia das mulheres.
Minha própria mulherice já diferencia meus 365 dias dos 365 dias deles. E o que é melhor, assim eu ainda posso juntar os meus e os deles.

Diferenças… igualdades… similaridades entre homens e mulheres.
Adoro algumas conquistas mas deusquemelivre de ser tal qual eles são.

Mesmos direitos? Por que não direitos diferentes? Já que são direitos…
Mesmos deveres? Se os direitos são diferentes os deveres também tem que ser…

Não vejo problema algum em preparar o jantar. Não vejo problema e gosto da solução.
Por que não cuidar de quem me pega no colo ao menor sinal de carência nos meus olhos?
Ou ao menor sinal de “quero me sentir no teu colo”…

Se no final do trabalho estou tão cansada quanto ele, posso me esforçar um pouco mais para deixá-lo descansar já que sei que no final das minhas forças, ele, já descansado, terá vontade de me cuidar, de me mimar e de me ver dormir, antes dele, sob o olhar dele.

Se algumas coisas ainda são minhas é porque sou mulher. Se o que é dele pudesse ser meu, pra que precisá-lo? E eu quero precisá-lo. Não quero ter uma versão de mim mesma… quero ele por ser diferente, por ser homem, por precisar do que eu não tenho e nem quero ter. Assim como ele me quer mulher, mais frágil sim, mais carente sim, mais aberta para que ele, como homem, possa me proteger.

Eu ainda preciso de um homem pra me proteger?
Espero sempre precisar. Eu não me completo com a mesma metade. É a diferença que me faz precisá-lo. E eu adoro precisar… pois é isso que faz pensar que preciso do beijo, do carinho, das mãos nos meus cabelos, do colo…
É isso que mata uma mulher de saudade.
E uma mulher com saudade, com vontade, é uma mulher viva.
Mesmo que não houvesse um dia para lembrá-la de que ela é mulher…

De que eu sou mulher…
E adoro ser.
E adoro morrer de vontade.
Adoro morrer de saudade.
Adoro ficar sem ar ao vê-lo chegar e ao senti-lo se aproximar.
Adoro ser mulher e precisar dele como homem.
Não preciso de flores nesse dia. Preciso de flores na minha vida.
E ter ele, como homem – como diferente – é que é vida pra mim.
Sendo assim… enfim…
Feliz dia das Mulheres.

 

Deu tilt

Sorry, sorry…
A demora…
A atualização…
Blog?
Deu tilt naquilo que costumam chamar de cérebro.
Eu chamo de buraco negro dentro do crânio.
E até no buraco negro, dá tilt.

Mas já foi pro conserto. Está lá enquanto eu fico aqui esperando o orçamento.
Se não exagerarem, eu aprovo e conserto.
Se não, colo os pedaços com silver tape. Nada desgruda do silver tape.

Até desgrudar.
Se desgrudar, eu grudo de novo. Sou teimosa.
Mas deve consertar. Tá com cara de que vai consertar.
Estou disposta a pagar o preço, seja ele qual for.

A não ser, é claro, que exagerem.
Até arriscaria, mas não posso consertar de um lado e me f… do outro
(“f…” = “forçar”)
Mas… Ah!
Nem tem tanta coisa ali dentro mesmo…
E do que tem, pode-se descartar uma parte bem considerável.
O restante, o que vale, vale pagar.
E o que vale pagar, estou disposta a arcar.

Um tilt pode arrasar…
Mas assim como uma boa sacudidela nos cabelos, pode também colocar certas coisas em ordem, ou tirar da ordem de repetição e criar algo novo, exótico, tiltado…
Vamos esperar…
Quem sabe o que quanto vai custar?
Eu? Eu quero mais é pagar pra ver!

(que doido!!!)

 

 

Escrever o amor


“Não se escreve por se querer dizer alguma coisa, escreve-se porque se tem alguma coisa para dizer.” (Scott Fitzgerald)

Eu escrevo muito sobre o amor. É um tema que me interessa e acredito que interesse também às pessoas que costumam ler e costumam gostar do que eu escrevo.

Fitzgerald dizia que para que um texto fosse bom ele precisaria antes de tudo ser verdadeiro, ainda que se tratasse de ficção. Provavelmente essa seja a razão para que eu escreva tanto sobre o amor. É algo verdadeiro pra mim.

Dia desses um amigo querido questionou se é mais feliz quem procura entender o amor, quem procura explicar o amor ou quem vive o amor.
Opinião feminina unânime (na questão que ele propôs): quem vive o amor.
Opinião masculina: nenhuma. Homens em geral ainda têm aquelas velhas dificuldades em expressar opiniões sobre sentimentos.
Minha opinião: balela!!!

Mas afirmei categoricamente que isso era balela por conhecer esse amigo e saber que ele concorda comigo e que uma coisa não exclui a outra. Falar sobre o amor, entender o amor, tentar explicar o quase inexplicável amor não impede ninguém de amar.
O que seriam dos romancistas, dos poetas, dos músicos, dos artistas em geral? Eles sentem menos esse amor? Sempre achei que fosse o contrário.
Parece que é exatamente quem sente o amor com toda sua força e com toda sua profundidade que acabada falando tanto sobre o assunto, que procura tanto expressar, contar, questionar. É o tema da vida. É, sem dúvida, a maior de todas as buscas.

Por outro lado vejo muita gente tentando apenas sentir esse amor sem nunca questioná-lo e que acaba vivendo conflitos em nome de um amor que nunca existiu. Pessoas que vivem em prisões, não em relacionamentos; pessoas que vivem em guerra, em ciúme, em competição e até mesmo suportando agressões físicas e morais e acreditando que isso faz parte do que eles entendem, sem questionar, que seja o amor.

O amor deve ser sentido na pele, no coração e na alma e colocado em dúvida exatamente para reafirmá-lo.
Nesse mundo maluco em que vivemos onde amores são quase sinônimos de status de relacionamento em páginas na internet, nada mais justo do que sempre tentar enxerga-lo um pouquinho mais adiante, às vezes até com um olhar mais crítico, às vezes questionando-o para poder senti-lo com calma, tendo certeza de que o que se sente e o que se expressa é amor.

Mas tentando responder de uma forma mais clara para a pergunta desse amigo (que se quer foi feita pra mim), é mais feliz quem sente o amor, mas que sabe o que significa amar, que conhece o amor, que não se ilude e que procura entende-lo para poder vive-lo.

Ahhhh, se nem a lua perde o encanto mesmo depois de conhecer todas as suas faces, que dirá o amor!!!

 

Amor de Cachorro?

Sempre quis entender o que vem exatamente a ser o “amor incondicional”. A teoria é linda, ótima e plausível mas na prática é muito difícil imaginar um amor que realmente se encaixe nessas características.

Aceitar o outro como ele é, com seus defeitos e suas qualidades sem tentar mudá-lo ou julgá-lo ou que “á-lo” for.
Difícil, mas possível.

É dar e se dar sem esperar nada em troca. Servir sem procurar a recompensa. É ser o mais altruísta que um ser humano consegue ser. Sendo assim, o amor incondicional seria como a “Philia” de Aristóteles onde a felicidade do outro é o mais importante, mesmo que para isso seja preciso abrir mão da própria – sem se importar.
Bonito, mas essa parte eu já acho um pouco mais complicada. Ou injusta. Ou impossível. Não acredito realmente que alguém consiga passar a vida em função de outra pessoa sem esperar nem mesmo um reconhecimento. Não acredito ser possível e não acho certo.
Qualquer relação precisa de troca, de esforço mas também de reconhecimento. É preciso o por favor e o obrigado.

São tantas as definições de um amor incondicional que seria impossível citar todas aqui. Isso inclui ainda o amor de mãe, amor pelos animais (ou deles por nós) e até mesmo o amor platônico. Quer coisa mais incondicional e mais estranha que o amor platônico?
Muitas delas, inclusive, dariam margem a interpretações que invalidariam minha análise.
Se é que cabe algum tipo de análise.

Ainda assim, a pulguinha atrás da minha orelha não me deixaria em paz enquanto eu não tentasse me aproximar de uma resposta. E não é que cheguei?
Ao menos cheguei a uma resposta sobre o que se aproxima do que considero um amor quase incondicional e que me satisfaz…

Amor incondicional pra mim é amar nos piores momentos e não nos melhores. É estar ali presente (mesmo que ausente) quando tudo parece perdido, quando nada parece ter solução. É suportar e acalentar seu amor mesmo que a presença dele não esteja sendo agradável. É suportar exatamente no momento em que tudo fica insuportável.
Isso não é pessimismo. É amor. É ter a segurança de saber que pode cair e que terá um colo, um band id e um assopro para curar. É ter a certeza de ser forte, muito forte quando o outro precisar. Mesmo que forte signifique apenas fazer cara de quem sabe o que está fazendo. Isso é amor e às vezes isso é mais que suficiente.

Pra mim isso é o que basta para definir um amor incondicional.
Significa exatamente isso: não importa a condição. Ama-se!
Se existe?
Não sei responder. Mas prefiro o amor real e fico com a frase de Vladimir Maiakovski que melhor expressa o que eu penso sobre amores incondicionais:
“Amar não é aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor.”

Texto publicado no Portal do Cambuí