
“Não se escreve por se querer dizer alguma coisa, escreve-se porque se tem alguma coisa para dizer.” (Scott Fitzgerald)
Eu escrevo muito sobre o amor. É um tema que me interessa e acredito que interesse também às pessoas que costumam ler e costumam gostar do que eu escrevo.
Fitzgerald dizia que para que um texto fosse bom ele precisaria antes de tudo ser verdadeiro, ainda que se tratasse de ficção. Provavelmente essa seja a razão para que eu escreva tanto sobre o amor. É algo verdadeiro pra mim.
Dia desses um amigo querido questionou se é mais feliz quem procura entender o amor, quem procura explicar o amor ou quem vive o amor.
Opinião feminina unânime (na questão que ele propôs): quem vive o amor.
Opinião masculina: nenhuma. Homens em geral ainda têm aquelas velhas dificuldades em expressar opiniões sobre sentimentos.
Minha opinião: balela!!!
Mas afirmei categoricamente que isso era balela por conhecer esse amigo e saber que ele concorda comigo e que uma coisa não exclui a outra. Falar sobre o amor, entender o amor, tentar explicar o quase inexplicável amor não impede ninguém de amar.
O que seriam dos romancistas, dos poetas, dos músicos, dos artistas em geral? Eles sentem menos esse amor? Sempre achei que fosse o contrário.
Parece que é exatamente quem sente o amor com toda sua força e com toda sua profundidade que acabada falando tanto sobre o assunto, que procura tanto expressar, contar, questionar. É o tema da vida. É, sem dúvida, a maior de todas as buscas.
Por outro lado vejo muita gente tentando apenas sentir esse amor sem nunca questioná-lo e que acaba vivendo conflitos em nome de um amor que nunca existiu. Pessoas que vivem em prisões, não em relacionamentos; pessoas que vivem em guerra, em ciúme, em competição e até mesmo suportando agressões físicas e morais e acreditando que isso faz parte do que eles entendem, sem questionar, que seja o amor.
O amor deve ser sentido na pele, no coração e na alma e colocado em dúvida exatamente para reafirmá-lo.
Nesse mundo maluco em que vivemos onde amores são quase sinônimos de status de relacionamento em páginas na internet, nada mais justo do que sempre tentar enxerga-lo um pouquinho mais adiante, às vezes até com um olhar mais crítico, às vezes questionando-o para poder senti-lo com calma, tendo certeza de que o que se sente e o que se expressa é amor.
Mas tentando responder de uma forma mais clara para a pergunta desse amigo (que se quer foi feita pra mim), é mais feliz quem sente o amor, mas que sabe o que significa amar, que conhece o amor, que não se ilude e que procura entende-lo para poder vive-lo.
Ahhhh, se nem a lua perde o encanto mesmo depois de conhecer todas as suas faces, que dirá o amor!!!